O GÊNESIS (II)




O evolucionismo científico perante a Bíblia



            É conveniente salientar que a narração bíblica das origens do mundo e das coisas não tem nada a ver com a explicação que a ciência moderna atribui a estes fatos. Ela é narrada conforme a concepção cosmológica popular da época em que foi escrita, para ser entendida por aquele povo. Quanto a nós, não deve nos impressionar a narrativa literal dos fatos, mas devemos apenas retirar dali as idéias centrais ou a mensagem contida na narração. Se atualmente, com todos os subsídios de que dispomos de ciência e de técnica, ainda não se chegou a um acordo sobre as origens, que dizer daqueles que viveram uns 3.000 anos antes de nós?... Enquanto os cientistas divergem em suas pesquisas e afirmações, atualmente a Igreja Católica já aceita o evolucionismo, desde que tenha Deus em seu início.

            Conforme os estudos geomórficos, os cientistas procuraram compreender a evolução do planeta e para isto é comum dividir os períodos de formação da terra.

1º. período: pré-cambriano - Anterior ao aparecimento da vida. Há uns 4,7 bilhões de anos, havia apenas uma nuvem de hidrogênio que foi aos poucos se aglutinando, transformando e enriquecendo com outros elementos. Daí, à custa de explosões atômicas foi se compondo, e o hidrogênio se transformou em hélio, que por sua vez se queimou e virou carbono. O carbono é encontrado principalmente em matérias orgânicas. Portanto, a partir daí estamos muito próximo do aparecimento da vida.

2. período: cambriano - Foi quando apareceu a vida, há uns 600 milhões de anos. No início, havia vida no mar, apenas (algas, por exemplo).

3. período: ordoviciano - 500 milhões de anos. Continuação e evolução da vida ainda na água.

4. período: silusiano - 440 milhões de anos. Aparecem as primeiras plantas na terra.

5. período: devoniano - 400 milhões de anos. Época do aparecimento dos primeiros anfíbios, animais que conseguiam viver na água e na terra. Evolução da vida na passagem do mar para a terra.

6. período: carbonífero - 350 milhões de anos. Aparecem outras espécies de árvores. Surgem também os animais invertebrados.

7. período: permiano - 270 milhões de anos. Aparecem os répteis e insetos.

8. período: triássico - 220 milhões de anos. Surgem os primeiros mamíferos.

9. período: jurássico - 180 milhões de anos. Aparecem os grandes répteis, os dinossauros e as primeiras aves.

10. período: cretáceo - 135 milhões de anos. Evoluem as espécies que continuam e desaparecem outras.

11. período: esceno - 70 milhões de anos. Proliferação de espécies de mamíferos, maxime macacos.

12. período: oligocêno - 40 milhões de anos. Aparecem os primeiros macacos sem cauda.

13. período: mivano - 25 milhões de anos. Evolução de algumas espécies de macacos (ex: proconsul, cliopteco).

14. período: plioceno - 11 milhões de anos. Evolução em especial dos macacos.

15. período: pleistoceno – l milhão de anos. Aparecimento dos animais domésticos (cão, cavalo, camelo) e do homem.

            Os quatro primeiros períodos formam a era paleozóica; do 5º até o 10º período, a era mesozóica; do 11º ao 14º, temos a era terciária; e do 15º em diante, a era quaternária.



O aparecimento do homem



            Com relação ao aparecimento do homem no período pleistoceno, há aproximadamente 1 milhão anos, os primeiros eram um tipo ainda intermediário entre o homem e o macaco. Assim, o primeiro destes hominídeos de que se tem notícia é denominado 'homem de Java', de aproximadamente uns 800 mil anos atrás. Ele tinha apenas 700 cm3 de cérebro. É maior do que o cérebro de um macaco, mas menor do que o de um homem. O outro espécime data de 600 mil anos. É o 'pitecantropo', que também é intermediário e tem 750 cm3 de cérebro.

            A partir daí, a ciência não tem ainda dados claros de como e quando se deu a 'hominização'. Os estudiosos vacilam entre 400 a 300 mil anos. Deste período não foi encontrado nenhum espécime, de modo que tudo são apenas conclusões. Mas sabe-se que à medida que os anos foram se passando, foi aumentando a capacidade craniana, o polegar foi se distanciando dos outros dedos e a coluna vertebral foi ficando mais ereta. Até quando chegou num ponto onde houve aquele "estalo" da inteligência e da consciência, e o ser intermediário se transformou em homem. O Neanderthal data de 120 mil anos e já é homem. O Cro-Magnon é de 30 mil anos. É do tempo em que o homem começou a utilizar a caça e a pesca. E o primeiro "homo sapiens", que é o homem moderno, do qual se tem notícia é de 10 mil anos.
Estes dados científicos, mas não assim são tão matemáticos. Os meios de que a ciência dispõe ainda não chegam a uma precisão. Mas a evolução hoje é uma questão de inteligência. São sinais que não se notam de uma geração para a outra, mas que contados os anos em milhões, dá muita diferença. A ficção científica explora muito o homem do futuro, que deverá ter uma cabeça descomunal, sem cabelos, o corpo esguio, sem o dente do ciso e sem sabe lá o que mais... é preciso esperar para ter certeza. Já o conhecimento de outros antepassados do homem está a depender de outras pesquisas e descobertas.



 

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